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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Falando um Pouco de Gatos... - Por Ivan Chitolina



No antigo Egito os gatos eram adorados como deuses, em sua honra os gatos eram venerados e muitas vezes mumificados juntamente com camundongos para comerem.O gato para a cultura egípcia era tão sagrado que a Lei de Hamurábi era aplicada àquele que fizesse mal a algum gato. Vale lembrar que a deusa Bastet era mostrada como uma leoa, popularmente associada ao prazer, fertilidade e forças protetoras. Em Roma, sua liberdade e auto-suficiência também fizeram deles símbolos de liberdade.
Na Idade Média Cristã eles foram perseguidos como agentes do demônio e companheiro das bruxas. As pessoas viam nos gatos pretos em particular, o poder das trevas, reagindo a eles com medo. A Igreja Católica achou nos gatos uma materialização do inimigo, e não demorou muito para ela declarar o bichano uma criatura do diabo, a partir daí deu-se início a implacável onda de perseguição aos gatos. Milhares deles foram queimados em piras, sozinhos ou juntos com mulheres acusadas de bruxaria.Paradoxalmente a isso, os marinheiros não dispensavam a companhia dos felinos, pois sem ele a má sorte cairia sobre a embarcação e os ratos se proliferariam aumentando o risco de doenças para a tripulação. Se algum gato por acidente caísse em alto mar, isto significava para a tripulação que o navio estava condenado a naufragar. Muitas raças de gatos que temos hoje em nosso país é conseqüência dessas viagens.Atualmente existem milhões de pessoas que vêem nos gatos pretos um símbolo de azar e para os supersticiosos ainda é válida a frase: “não devemos deixar que um gato preto cruze nosso caminho”.


Mas porque os gatos?


Talvez porque eles simbolizem poder de transformação, agilidade, vigilância, beleza sensual, clarividência, sexualidade, autonomia, independência e malícia feminina, não sei. Será? É uma hipótese também.
Os gatos ainda são muito discriminados, não é difícil encontrarmos “especialistas” dizendo que eles são “traiçoeiros”, “interesseiros”, “que só gostam da casa’’, “que não se importam com os tutores” e mais tantos outros graves equívocos de “grandes especialistas” que quando perguntados se já tiveram um gato, respondem que não, justificando-se através do seu “grande conhecimento” outrora ditado por ele. Ora, como alguém pode conhecer algo que ignora completamente? Certamente essa pessoa está repetindo algo dito a ele como verdade, sendo incapaz de refletir e vivenciar as coisas por si próprio, perpetuando essa ignorância como verdade.
Sobre sacrificar os gatos para controle populacional dos mesmos eu coloco a seguinte reflexão, sob um ponto de vista generalizado, assim como fazem com os gatos:

Nós humanos nos proliferamos a ponto de milhões não terem condições de sobrevivência digna no Planeta Terra, também somos muitos. Também criamos doenças em laboratórios e espalhamos tais doenças para o mundo e também proliferamos doenças uns aos outros. Matamos uns aos outros, destruímos a natureza e também incomodamos outros seres. Criamos as guerras, acabamos com o meio ambiente, matamos uns aos outros em nome de deus, criamos um sistema político e econômico no qual a sua autonomia se baseia em petróleo ou seja, em um sistema sem autonomia nenhuma e com uma estrutura frágil demais para ser verdade. Acredito que tenho justificativas suficientes para que uma matança aos humanos se inicie, mas, por favor, vamos exterminar aqueles os quais incomodam pessoas, proliferam doenças e se reproduzem rapidamente. Muitas vezes não é essa a justificativa de muitos?
Pode parecer um pouco exagerado o que estou dizendo? Da mesma forma que os motivos acima podem parecer absurdos, matar os gatos pelas mesmas justificativas, também deve ser considerado um absurdo. 


Gatos, só quem tem sabe o quanto são belos companheiros e o quanto amam os seus tutores. 
Sua personalidade independente encanta muitos e incomoda outros. 

Gatos, eles são uma peça rara.
Abraço

Ivan Chitolina

2 comentários:

Giovana Dechen disse...

Ivan,
Adorei seu artigo. Muito bem pautado e consegue desbancar muitos mitos e absurdos cometidos.
Parabéns.
Giovana.

Anônimo disse...

concordo plenamente com as colocações feitas no artigo de Ivan Chitolina. A sociedade precisa urgerntemente se conscientizar de que os gatos são animais doceis, cativantes e ao contrário do que muitos dizem (geralmente quem nunca teve um gato)os gatos são amigos do dono e demonstram um amor impar por aqueles que cuidam deles.