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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sobre os K9 e os 100% Positivos, ou como rotulam, Moranguinhos.


Pois é, tenho visto um constante conflito entre aqueles que se intitulam K9 e aqueles que atendem o mercado pet no atendimento aos tutores e suas diversas dúvidas e problemas de comportamento de seus cães.
Os k9 que se intitulam como tal, mas que não são policiais ou das forças armadas, por vezes dão a impressão de que não necessitam ou não atuam no mercado pet, dão a impressão que sobrevivem apenas treinando cães para funções táticas. Deveriam procurar um analista, ou se der tempo, se alistarem. Assim quem sabe, talvez resolvam esse conflito que se manifesta num desejo não alcançado mas projetado no trabalho com o cão. Tenho dó desse cão. Mas quem sabe um bom analista não ajude né? Não com o cão, mas sim com o K9. rs...
Ações táticas com cães diz respeito as forças policiais e armadas, não adianta colocar roupa de policial e fazer um vídeo na internet que você não é um K9 ok? Você de verdade é como qualquer outro treinador que atende o mercado pet, apenas se respalda em algum conhecimento direcionado ao esporte ou a funções especificas, para achar que é diferente, mas não é! Sim, com certeza aprofundar os conhecimentos nessas áreas acima citadas, podem te transformar num profissional também qualificado e com a leitura refinada para lidar diversas situações que encontramos com os cães, com certeza, não menosprezo os esportes e tampouco o conhecimento em formar um cão de trabalho, o foco desse artigo não é esse.
Lhes pergunto: (e isso diz respeito aos civis)
Quantos treinadores no Brasil apenas sobrevivem do esporte?
Quantos apenas sobrevivem formando cães de trabalho?
Quantos sobrevivem apenas dando cursos e orientações Brasil afora?
Alguém pode me responder, sim, tem. E logo vou concordar, tem mesmo.
Dá pra contar nos dedos de uma mão, o que não corresponde com tantos K9 que vejo por aí.
Ora pessoal, o fato de um treinador gostar particularmente de treinar proteção, não significa que ele seja K9, pois sua maior fonte de renda se limita ao atendimento pet. Não adianta falar que não é, pois essa é a realidade.
Agora lhes pergunto: Quantos sobrevivem do atendimento pet?
Pois é!
Mas aí, existe aquela coisa de moranguinhos e K9.
Pra quem não sabe, moranguinhos é um rótulo utilizado no meio para aqueles treinadores que atendem o mercado pet e defendem uma ideologia que é possível treinar um cão utilizando apenas os Reforços Positivos. Essa ideologia se chama 100% Positivo ou Adestramento Positivo.
Já deixei minhas criticas a eles, baseadas nas teorias comportamentais e estudos de Skinner e que vender essa ou qualquer ideologia só irá nos atrasar na cinotecnia, pois não é verdade o que eles pregam e como pregam, e não conseguem se sustentar teoricamente, confundindo os conceitos assim como os K9 fazem.
Já os K9, são os machões que treinam os cães da "pesada". "Resolvem qualquer bucha e são os maiores entendedores de qualquer assunto". Os caras são foda mesmo viu? TOP DE LINE!
De um lado os "moranguinhos" com suas auto-intitulações 100% Positivo e de outro os K9.
Ambos guerreando com os cursos de seus mestres e os idolatrando (e poucos fazendo muito dinheiro com a falta de estudo do povo e a necessidade de tantos de fazer parte de alguma ideologia ou grupo para se reconhecer como tal), e eu pensando... tudo errado!
Quer ganhar dinheiro? Ganhe, sou o primeiro a te defender, pois não há nada de errado em fazer isso, mas seja ético com os alunos e os tutores. Coisa que não ocorre de nenhum dos lados. Cada qual omite aquilo que lhe convém e ataca também o que convém, difícil ver um dos lados lutando por uma linguagem universal, que é a cientifica. Até se respaldam nela, mas criam suas próprias terminologias deturpando os conceitos em si.
Com essa conduta, ambos deixam de contribuir o que poderiam para o avanço da cinotecnia e o esclarecimento aos tutores, somente contribuindo aos seus ideais e aos bolsos de alguns, inclusive os Phds, os quais tenho respeito mas não me intimidam, pois também podem ser tendenciosos para ganhar dinheiro e no caso, todos aqueles que fazem parte dessa ou aquela ideologia, mesmo sendo Phds que são, são tendenciosos. Não adianta escrever dezenas de livros se o propósito é sempre o mesmo, defender a sua tribo.
Mas pensar em prol da cinotecnia é algo muito altruísta da minha parte né? Ou muito ingênua. Linguagem cientifica então? Outro mundo!
De qualquer forma vou seguindo os conselhos de um grande amigo e o qual tenho grande consideração e que sempre me fala - "Ivan, saia desse limbo, deixe a galera se matar e pare de jogar pérolas aos porcos"
Eu gosto dos treinos de proteção, procuro sempre conhecer mais e necessito para a minha casa cães efetivamente treinados para proteção patrimonial.
Isso não faz e nunca fará de mim um K9 e tampouco por não me fazer um K9 faz de mim um moranguinho.
Sou apenas mais um prestador de serviços no atendimento pet que procura melhorar sempre o atendimento aos clientes, sem negar que o foco principal e a demanda principal sempre foi e sempre será o atendimento pet.
Ora, me admira os auto-intitulados K9 desprezarem o atendimento pet, sendo que ainda não temos cultura cinotecnica onde se possa sobreviver apenas da formação de cães de trabalho ou esporte.
Digo que é um tiro no pé!
E confesso que acho bonito em ver o tamanho do tiro que alguns dão em si mesmo!
Como diz o Zé Simão - Vai indo que eu não vou, bora pingar o colírio alucinógeno!
Abraço
Ivan Chitolina - apenas cinotécnico, nem K9 tampouco moranguinho. Ah nem psicólogo canino e tampouco comportamentalista animal. E longe de ser adestrador positivo, desses eu tenho medo!
Apenas cinotécnico mesmo!

Um comentário:

Helton Barbosa disse...

Texto elucidativo! Já estava na hora de alguém trazer luz sobre este assunto polêmico.
Parabéns, Ivan!