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domingo, 24 de maio de 2009

Posse Responsável de Cães, uma Questão Política e de Consciência - Por Ivan Chitolina

Este Artigo foi publicado em minha coluna - VIDA DE CÃO - no Jornal Mundo Animal

Posse responsável de cães, um assunto muitas vezes polêmico, com vagas divulgações a respeito do que se trata, mas muito importante.
Imaginem que nos Estados Unidos foi feita uma pesquisa onde uma das perguntas se referia a seguinte situação: “Se você sofresse um náufrago e ficasse em uma ilha deserta, que companhia você escolheria para ficar ao seu lado?”. A maioria das pessoas responderam que prefeririam ficar ao lado dos seus cães do que ao lado de outro ser humano. Interessante, não acham? Mais interessante ainda é como esse mercado pet vem crescendo nos últimos anos. Somente em 2007 os brasileiros gastaram R$ 4 bilhões de reais, nos Estados Unidos, nada menos do US$ 41 bilhões de dólares.
Estima-se que no Brasil existam 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos, ambos de estimação (Fonte: Anfal Pet).
Para uma coexistência sadia da sociedade, homem e animal de estimação, se faz necessário levarmos a sério a posse responsável, assim como os países desenvolvidos fazem. O cenário no Brasil ainda é muito falho, mas existem organizações não governamentais em conjunto com alguns políticos que estão lutando para regulamentar a posse responsável e transformá-las em leis federais.
O assunto será abordado ao longo de 5 artigos que irão tratar dos “dez mandamentos” da posse responsável de cães, mas que de forma geral serve para todos os outros animais de estimação. Em cada artigo será colocado dois “mandamentos”, de forma simples e didática.
Mas afinal, o que é a posse responsável de cães?
A posse responsável de cães, são normas e regras de conduta com os animais e políticas públicas para o controle das populações caninas nas cidades.
Primeiro “mandamento”- antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.
Segundo “mandamento” - adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.
Duas regras simples, mas creio que a maior parte das pessoas não param para refletir sobre isso.
Como todo ser vivo, os cães também se desenvolvem e te-los, implica em respeitar as etapas desse desenvolvimento, afim de não cometer graves erros.
É recomendável, realize reuniões para determinar quem serão os responsáveis pelos cuidados com o animal, sendo muito importante a concretização desses compromissos pelas pessoas responsáveis.
Hoje existe no mercado diversos hotéis para cães e os chamados dog-sitters, que na ausência dos donos, vão na casa e cuidam do cão, limpando os dejetos, trocando a ração e a água, passeando com o cão e prestando todo o cuidado e atenção necessários.
Se você puder adotar um animal de sociedades protetoras ou de rua, ótimo, pois essa atitude promove uma ajuda ao animal escolhido e a sociedade, sem deixar de concretizar sua vontade de ter um animal de estimação.
No conflito e na incerteza tome a atitude que é a mais sensata com a sua realidade e não com o seu impulso e vontade. A posse responsável também é uma atitude de consciência. Seja positivo, seja consciente, seja responsável.
Um ótimo mês a todos.

Ivan Chitolina – Educador Canino e graduando em psicologia

2 comentários:

Anônimo disse...

Ótima matéria: Posse responsável, que ótimo.
Sabe o que mais me incomoda: É que algumas famílias que se denominam "Cristãs", ou "religiosas", vivem maltratando os seus animais, será que elas não conseguem "enxergar" Deus nos animais? Onde será que eles se encontram com Deus: Nas pedras e madeiras dos templos??? Me desculpem pelo comentário, mas fico indignado com pessoas que maltratam os seus animais. "Um dia seremos capazes de encontrar toda a energia do "Criador" nas suas criaturas, independentemente de que tipo de ser vivo que ela seja...(Franz Kafca).

Moisés.

Ivan Chitolina disse...

"Anônimo", eu concordo com você, mas quando o assunto é crença versus práticas, eu nem entro no mérito porque o buraco é mais embaixo, bem mais embaixo. Independente de crenças, se as pessoas tratarem melhor o próximo (não só as pessoas do ambiente familiar) e os animais, ótimo. Agora se ela escolhe orar pelo que ela acredita, mas a sua prática é o oposto daquilo que ela ora e acredita, resta a nós "orarmos" por ela rs....... Abraço